segunda-feira, 20 de abril de 2009

27ª Jornada



Divisão de Honra:

Resende 0-1 Campia
Lamego 1-0 Lamelas
Sampedrense 3-2 Canas Senhorim
Pesqueira 1-2 Molelos
Santacombadense 4-0 Moimenta da Beira
Mangualde 2-0 Paivense
Tarouquense 1-1 Santar
O. Frades 0-1 Parada

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Taça Sócios de Mérito: 26/4 às 16 H

26/4/09:16:00

M. Beira - Parada
Paivense - Campia
Lusitano - Mangualde
O. Frades - Molelos

Uma questão de lógica de jogo com comportamentos coerentes na sua globalidade


Em resposta à solicitação do autor deste espaço, disponibilizei-me para discutir alguns pormenores de jogo relacionados com a crónica «Divórcio anunciado».
A questão do «pivô» e do «médio transportador de bola» é uma discussão interessante, fundamentalmente, ao nível dos conceitos, dos princípios e da lógica subjacente à equipa como um todo.
Parece-me demasiado fácil e sedutor usar conceitos que consideramos mais inteligentes ou evoluídos na tentativa de nos mostrarmos mais sabedores ou conhecedores sobre determinado assunto, mas devemos ter sempre o cuidado de perceber quais as suas origens e se tais conceitos são, ou não, adequados para o tema que estamos a discutir.
Para mim, o conceito de pivô está intimamente ligado a uma organização ofensiva em posse e circulação, com uma dinâmica interactiva de ocupação dos espaços com e sem bola. O que se pretende é que a equipa tenha zonas de passe perto e longe da bola, isto é, um jogo posicional sincronizado em que os jogadores funcionam uns em função dos outros, tentando encontrar o espaço e o momento adequados para fazer a bola penetrar ou finalizar com golo. Neste contexto, o pivô aparece como uma das figuras centrais, pois ocupa uma posição favorável, por excelência, para fazer a bola circular. Ele é um elemento organizador do jogo posicional, reaferindo espaços e equilíbrios, controlando timings de aceleração e temporização do jogo. A partir da sua zona, cria jogo pelo corredor central, o que permite à sua equipa jogar no interior do adversário. No fundo, numa lógica de controlo do jogo em posse de bola, num padrão por excelência de posse e circulação que procura os espaços do terreno de jogo favoráveis para criar os momentos óptimos para finalizar com golo, podemos e devemos usar o conceito de pivô para o jogador com a função acima descrita. Fora deste contexto, parece-me atrevido atribuir um conceito tão nobre, complexo e evoluído a um jogador!
Quanto à ideia de «médio transportador de bola», facilmente se interpreta que um médio, avançado ou defesa que seja «transportador de bola» está desadequado ou é mesmo contraditório a um padrão de jogo de posse e circulação. Num jogo circulado e apoiado, com jogadores perto e longe da bola, com ocupação racional do terreno de jogo e com a ambição de encontrar os melhores espaços para finalizar, torna-se desprovido de sentido algum jogador «transportar a bola». Porquê? Porque tal não é necessário!!! Porque é contrário ao padrão global existente.
No entanto, devemos ter o cuidado de perceber as diferenças entre «transportar a bola» e «penetrar com bola». A primeira situação implica deslocação de um objecto, enquanto a segunda implica a identificação de um espaço óptimo que deve ser ocupado. A primeira acontece várias vezes em jogos de transição onde os jogadores estão sozinhos ou desapoiados, com raras zonas de passe reais e onde existe uma vertigem pela aceleração – demasiadas vezes sem critério, porque se acredita que, quanto mais rápido o deslocamento, mais perto se está do golo. A segunda funciona como uma excepção. É uma estratégia de ocupação de espaços que tem subjacente um princípio e uma intenção e onde facilmente se observa uma sub-dinâmica de jogadores e comportamentos para se beneficiar de tal situação. No fundo, a primeira reflecte uma lógica individual, de quem transporta, enquanto a segunda reflecte uma lógica global, um padrão racional de circulação assente num jogo posicional de excepção!
José T.

terça-feira, 14 de abril de 2009

CDR Moimenta da Beira 3 - Sp. Lamego 0

Disputava-se a 4ª eliminatória da Taça Socios de Merito da AF de Viseu, colocando frente a frente dois Clubes, eternos rivais, pela proximidade, distintos pela sua história, mas rica em resultados desportivos por parte do Sp. de Lamego, mas igualmente nobre a do CDR pela sua acção desportiva, mas também social e ao mesmo tempo, dois clubes que ao longo dos anos tem tido uma proximidade muito grande, isto apesar das rivalidades, se não vejam a quantidade de jogadores oriundos daquele clube que ao longo dos anos representaram, e bem!, o CDR.
Mas em relação ao jogo diria que a superioridade desta equipa do CDR face a este Sp. de Lamego (que viverá uma das piores fases da sua existencia) foi sentida desde o primeiro ao ultimo minuto de jogo. Em momento algum o Sp. de Lamego pos em causa o resultado ou demonstrou ter argumentos para contrariar o CDR.
Desde o apito inicial que o CDR criou e desperdiçou inumeras oportunidades de golo. Com um futebol "mais trabalhado", fruto da valia técnica de todos os seus executantes, o CDR desenvolvia jogadas, quer pelo centro, quer pelas alas, que punham em constante sobressalto a baliza do Lamego.
Não tendo feito um jogo, como por exemplo aquele que fizeram contra o Ol. de Frades, onde o desenvolvimento rápido e fluido do jogo e o envolvimento pró-activo de todos os jogadores nas jogadas fazia com que o futebol do CDR fosse um autentico carrocel, culminando sempre cada volta, num perigo junto da baliza adversária, o CDR desta feita fez um jogo menos conseguido, também por culpa do esquema mais fechado montado pelo Victor, mas, ainda assim um jogo agradavel, com a construção gradual de um resultado muito positivo e que permite, a par da boa classificação no campeonato, deixar os moimentenses e socios do CDR contentes e orgulhosos na sua equipa.
Não que querendo destacar individualidades porque penso que todos os jogadores do CDR tem desenvolvido um escelente trabalho e formam, neste momento, talvez, a melhor equipa da divisão de honra (pelo que tenho visto!), gostaria só de deixar uma pequena "homenagem" ao Parma que continua a fazer o que todos esperam de um ponta de lança ... golos!!!
Sei que ele nem sempre é compreendido e apoiado por alguns adeptos, como deveria e merece ser, mas esta referência serve tão só para o Parma sentir que quem gosta verdadeiramente do futebol e neste particular do CDR, que goleadores com esta regularidade e qualidade vão sendo escassos ... e neste momento é só o melhor marcador da AF de Viseu com 22 golos!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Divórcio anúnciado


Um amigo que escreve regularmente sobre futebol e que muito prezo tem vindo a fazer a apologia do «médio transportador de bola». O exemplo mais recente é o caso do Cristián Rodríguez no FC Porto. Segundo ele, uma das grandes evoluções tácticas da equipa de Jesualdo Ferreira desta época prende-se, precisamente, com o recuo de Rodríguez no terreno passando este a ser um quarto elemento no meio-campo portista que, quando a equipa ganha a posse de bola, se transforma no tal «médio transportador de bola». Apesar desta lógica não encaixar na minha concepção de jogo (de qualidade), nem na minha concepção de qualquer posição do meio-campo, não me custa aceitar que, em determinadas equipas, dentro de um padrão de jogo concreto, essa posição e função – essa subdinâmica – possa ser útil. Já me custaria aceitar se afirmasse que, para se jogar em transições ofensivas rápidas, como tende a ser o registo deste FC Porto, tal sub-dinâmica é necessária. Mas não é o caso, nem é sobre isso que eu quero hoje aqui falar.
Para chegar onde pretendo preciso de aqui trazer outra ideia que esse meu amigo defende e com a qual eu também me identifico. Pelo menos a este nível formal de abstracção, ela já parece caber no saco do meu jogar bem. A ideia de que a posição 6 é crítica para se jogar bom futebol, de que esta deve ser vista como um «farol». A posição de «pivô».
Ora, onde está o problema? Bem, o que me faz verdadeiramente confusão é o fazer-se, simultaneamente, apologia das duas posições/funções. O «médio transportador de bola» não casa com o «pivô», é como misturar alhos com bogalhos... A lógica do «médio transportador de bola» leva-nos para um jogar mais transportado que circulado, mais assente no deslocamento dos jogadores. Um jogar tendencialmente menos colectivo, que tende a olhar mais para a profundidade do que para a largura, que facilmente cai no aumento da distância entre linhas. Um jogar que, não raras vezes, cai na «vertigem do jogar rápido». A lógica do «pivô» leva-nos para... o oposto de tudo isto. Um jogar muito mais apoiado e circulado, assente num bom jogo posicional de todos os jogadores, onde o «pivô» é o epicentro de toda a dinâmica ofensiva colectiva, o tal «farol». Um jogar onde quem corre é, fundamentalmente, a bola, de pé para pé, ora curto, ora longo, onde se procura uma circulação criteriosa à largura para que a profundidade seja ganha com naturalidade e qualidade.
Não tenho dúvidas, tal casamento resultará em divórcio. A presença do «médio transportador de bola» tende a fazer desaparecer do jogo o «pivô». A posição 6 continua lá, mas aquela função concreta desvanece-se. O «farol» apaga-se. E a dinâmica colectiva transfigura-se... A tal ponto que, depois, ouvimos dizer: «Aquele jogador passou ao lado do jogo!». Será verdade? Ou terá sido o jogo a passar ao lado dele?...
E o facto de falar em «pivô» e não em «pivô defensivo» não é esquecimento nem gralha no texto. Porque se for defensivo, já não é «pivô». Poderá ser médio defensivo ou outra coisa qualquer, mas nunca «pivô». Porque a concepção de base é outra. O «pivô» é a posição nobre de um jogar todo ele perspectivado em função de uma organização ofensiva muito especial e, para grande pena minha, em vias de extinção. Há poucas, muito poucas, equipas a jogar assim. Há poucos, muito poucos, «pivôs» no futebol actual.
Uma curiosidade para concluir: a equipa que hoje melhor espelha esta forma peculiar de atacar subjacente à presença em campo de um «pivô» é o Barcelona, cujo treinador foi, talvez, o melhor «pivô» de todos os tempos, Guardiola. Será coincidência?...

Nuno Amieiro

Pensamento da Semana

Antigamente, sobravam tempo, espaço e oportunidades para as crianças jogarem longe das regras dos adultos. Nesses espaços não havia limite de toques ou caminhos proibidos. Muito menos caminhos obrigatórios.
Paulo Sousa

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Taça Sócios de Mérito: 10/4 às 16 H

Taça Sócios de Mérito: 10/4 às 16 H
4ª Eliminatória
Parada - Tarouquense
Molelos - C. Senhorim
F. Aves - Campia (11/4)
M. Beira - Lamego
Paivense - Ceireiros
C. Sal - Lusitano
O. Frades - Mortágua(hoje às 21 H)
Sampedrense - Mangualde