segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Jogo de Apresentação: CDR 2 - Fontelas 0

Num jogo de apresentação aos sócios o CDR apresentou uma equipa bastante renovada face à época transacta. As expectativas estão elevadas no Matão, face ao ano anterior, pelo excelente 3º Lugar alcançado na Divisão de Honra da AFViseu bem como pela aparição de novos jogadores.
O CDR alinhou com Cabreca, Tiago, Félix, Luís e Tozé,Coutinho, André, Pingato, Oceano e Manu,Domingos. Jogaram ainda Nuno, Luís (ex Júnior), Liedson, Ricardo, Sérgio e Nando.
Dado não estar credenciado como treinador cinjo-me a uma modesta opinião sobretudo naquilo em que acredito ser a essência do Futebol: jogar bem para ter mais probabilidades de sucesso, ou seja, ganhar. Ressalvo que doravante o que for escrito não terá qualquer depreciação para quem quer que seja tendo este espaço como principal orientação: os êxitos do clube. Não é apanágio decifrar individualidades pelo que aponto 3 (três) ideias chaves que resumo: uma defesa experiente cujos os defesas centrais traçam uma paralela em relação à linha grande área com marcação à zona (muito difícil ver uma equipa na distrital e mesmo em equipas na nacional a defender assim) e laterais muito subidos; um meio campo com bastante qualidade técnica mas pecou, peca e talvez pecará em algo!!! (o homem que joga à frente da defesa deve ser sempre o primeiro a pensar ofensivamente o jogo); o ataque que face ao sistema utilizado (4-5-1), por não achar correcto a terminologia do 4-3-3, deve ser mais apoiado para que possamos ter mas gente na área de finalização.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Entrevista ao Sr Presidente do CDR Ilidio Manuel

No reatar de mais uma época desportiva o CDR iniciou os trabalhos de preparação num ano que Ilidio Manuel, natural da Freguesia de Cabaços, abarcou mais uma enorme responsabilidade na sua vida: a Presidência do Clube Desporto e Recreio.

O Plantel para época 2009-2010

Guarda Redes - Cabreca (ex Régua), Fávio (ex Júnior).

Defesas - Pingato, Luis (ex Júnior), Luis (ex Fornos de Algodres), Félix (ex Tarouca), Tiago (ex Tarouca), Sérgio, Nuno e Tozé (ex Fontelas).

Médios - Coutinho (ex Pesqueira), Nando (ex Júnior), Oceano. Monteiro (ex Pesqueira), Ricardo (ex Alvite), André (ex Júnior) e Mánu.


Avançados - Liedson (ex Riodades) e Domingos (ex Cinfães)


Jogos de preparação já realizados:

Lamego 3 - CDR 1

Fontelas 0 - CDR 3

A dedicação da tua parte ao CDR vêm desde há muitos anos a esta parte. Sendo tu, natural de Cabaços, o porquê à Vila de Moimenta?
Gosto imenso de futebol. Como disseste ando nisto à quase 20 anos (atleta e dirigente). Joguei contigo, ainda levaste algumas!! Só o gosto pelo futebol, o amor ao clube é que me trouxe até aqui. Não existe uma explicação, vem de cá de dentro. O teu pai é um exemplo daquilo que falo e sinto.

Quais são as principais dificuldades que encontras para dirigir o clube?
Em primeiro lugar o tempo dado tratar-se de conciliar a familia, o trabalho e o clube. Mas mais a familia. é muito complicado gerir esta situação da familia. Em segundo lugar somos muito poucos a fazer parte da parte da direcção. No ano passado tinhamos 6 (seis) equipas a jogar quase todos os fins de semana. Imagina o trabalho que implica e com tão pouca gente a colaborar. Em terceiro lugar e, é de conhecimento geral, que apesar do orçamento de cada época temos que fazer uma enorme ginástica para cumprir com as nossas obrigações.

Mas o ano passado faltou o que para que o orçamento fosse largamente ultrapassado? Qual era o valor do mesmo?
Tivemos enormes responsabilidades. Não vamos fugir a elas. Quero deixar uma palavra de apreço ao Celso (antigo Presidente) pelo enorme trabalho que desenvolveu por uma terra que nem é a sua. Os compromissos assumidos pela anterior direcção estão a ser saldados por ele. Falhamos no número de equipas inscritas. Os objectivos na equipa sénior foram demasiado altos. Mas quem quer ter futebol competitivo, de qualidade que nós tivemos na época passada é obrigado a pagar um preço.
O orçamento rondava os 60 000,00 euros tendo a origem que tem.

Um valor elevado?
Ainda bem que fazes a pergunta.Se dividirmos esse valor pelo número de meses em competição (9 meses) ronda mais ou menos os 6600,00 euros por mês. Para seis equipas é manifestamente pouco. Temos que fazer o nosso trabalho. Mas ninguém pergunta o retorno que o futebol consegue para Moimenta ao nivel da restauração, do comércio, do dia a dia, o efeito que provoca nas suas gentes.Os ultimos dois anos passados com as equipas jovens é um exemplo que com o futebol existem sectores a ganhar dinheiro. Somos muito pouco apoiados. Claro que isto não é regra.

Quando falas em falta de apoio referes-te concretamente a que? Partilhas a opinião que os pais dos jovens atletas deveriam contribuir de alguma forma?
O CDR foi um clube fundado em 1945. Tem quase 70 anos de história. Deveria ser mais respeitado. A nivel associativo na terra não existem comparações.
Se os pais de alguma forma contribuirem (tornarem-se sócios, no fim dos treinos deslocarem-se ao Matão para apanharem os seus filhos) estão a facilitar a vida aos poucos directores que existem e que não são renumerados, antes pelo contrário dão o corpo ao manifesto e tiram algum do seu bolso.

O dirigismo deveria ser renumerado?
Pessoalmente entendo que não.Bastava que cada moimentense tivesse o prazer de trabalhar em prol da terra.Era mais facil para todos e ganhava só um, o CDR.

Qual é a tua opinião de um projecto-desportivo para todo o Concelho? Não vai avante porquê?
Completamente a favor. Se calhar as pessoas ainda não se sentaram para falar mas seria muito dificil concretizar. Deveria existir um entendimento ao nivel das Freguesias. Poupavamos recursos logisticos e financeiros. Era o Concelho que ficava a ganhar. Falo ao nivel do desporto deixando de lado as iniciativas recreativas e culturais. Não faz sentido este "cada um por si". Não vai para a frente porque é do tipo: existe uma Quinta e " cada um quer ter o seu quintal para cultivar". O interesse individual é superior ao voluntariado, à terra e ao Concelho.

Pensas que a formação em termos desportivos é eficaz, ou seja, com a formação atinge-se os objectivos traçados?
Apesar do CDR ser um clube com tradição na formação tendo dado muitos e bons frutos a formação vai no mesmo sentido dos objectivos pretendidos. Queres uma equipa competitiva a formação por si só não responde a isso. Não existe nenhum clube no mundo que queira ser competitivo e viva só da formação.

Quais os objectivos para a presente época?
Existe uma coisa que quando falta é quase descer divisão: as coisas organizadas com tempo. Nisso não falhamos e pudemos descer porque no futebol tudo é possivel. Será uma época tranquila sem elevar a fasquia mas que não andemos com a corda na garganta. Penso que temos plantel para isso.

O clube terá todos os escalões?
No ano passado tivemos um número elevado de equipas. Este ano estamos a pensar reduzir isto porque na situação dos Juvenis não existirem atletas em número suficiente.

Queres deixar um repto aos adeptos?
Um apelo: ajudem, apoiem o CDR porque ele contribui para levar mais longe o nome da nossa terra.










quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nova Época

Tem chegado alguns mail's questionando sobre se existem novidades sobre a nova época. Até agora não tenho tido noticias sobre este assunto e portanto não faz sentido entrar em especulações, de uma coisa tenho certeza, o CDR há-de continuar porque o faz ha sessenta e muitos anos e ja passou por muitas dificuldades.
Outro assunto que tem chegado com frequencia por mail tem a ver com alguns pagamentos. Espero que tudo se resolva a bem, que se pague a toda a gente para que o CDR continue a ser um Clube respeitado. Sei que a crise afecta todos e muita coisa tem que ser repensada, não só a nivel de clubes mas tambem de jogadores.
Os clubes hao-de perceber que para continuarem a sobreviver têm que estar organizados financeiramente e ai os jogadores que quiserem receber pelos seus serviços têm que estar colectados nas finanças e assim tudo será transparente, enquanto assim nao for, nada funcionará, as pessoas desconfiam, os apoios nao surgem ... enfim isto é mal que é extensivel a todos os clubes, das regionais aos nacionais!
Prometo que logo que tenha alguma noticia sobre qualquer um destes temas o colocarei!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Guardiola disse sobre Iniesta

Não usa brincos, não tem tatuagens, tem o cabelo curto, não embirra por jogar apenas vinte minutos e, no entanto, é o melhor de todos.
Guardiola

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Juniores A (Juniores) 2ª Divisão Nacional - 7ª Jornada

Arrifanense 1 - Moimenta da Beira 1
Sanjoanense 1 - Gouveia 0
Estação 0 - União de Coimbra 2
Tourizense 1 - União de Lamas 3

Folgou: Sporting de Espinho

Classificação após 7ª Jornada - Fase de Permanência/Descida 2ª Fase:

Taça Sócios de Mérito: Meias-Finais

Mangualde 2-1 O. Frades
M. Beira 1-0 Campia

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pivô e ponto final

Embora não seja obcecado por preciosismos terminológicos, penso que o uso acertado dos termos tendo em conta aquilo que estes se propõem representar é de grande importância e, no caso do pivô, poderia evitar alguns dos muitos mal entendidos que se verificam em torno de tal função. De facto, não raras vezes, verifica-se um recurso indiferenciado e desajustado dos termos “pivô defensivo”, “pivô ofensivo”, “trinco” e “pivô”.

Ora, por definição, um pivô é “um eixo vertical fixo à volta do qual gira uma peça móvel”. Se olharmos para aquela que é, de momento, a equipa que denota maior qualidade de jogo a nível internacional, o Barcelona, verificamos, tal como é salientado no texto “Um divorcio anunciado”, que se trata da “equipa que melhor espelha esta forma peculiar de atacar subjacente à presença em campo de um pivô”. Guardiola, parecendo evidenciar no banco a mesma lucidez que mostrava em campo, mostra-nos que o desempenho bem sucedido da função de pivô é determinante para a dinâmica colectiva da equipa. E, para mim, somente em equipas onde o pivô é a grande referência faz sentido, de facto, tal designação, visto que é à sua volta que gira uma peça móvel: um determinado jogar.

Embora na definição de pivô este seja sugerido como algo fixo, importa perceber que, no Futebol, esta ideia de fixo não deve ser entendida como um fixo estático. Confuso? Talvez um pouco. Mas passo a explicar. Este “fixo” (para mim o mais posicional de todos os jogadores) tem de ser relativizado, devendo ser entendido como uma referência permanente do jogar da equipa, o tal “farol”. Isto é, tal como um farol, o pivô deve ser uma referência de segurança, alguém que ilumina o jogar da equipa e que, apesar de uma acção e funcionalidade aparentemente intermitente (porque não tem sempre a bola), a sua luz nunca se apaga, está sempre presente, surgindo para dar luz aos companheiros. Caso essa luz não fosse intermitente, estaríamos a deturpar aquela que é, para mim, a essência do Jogo. Isto é, se essa luz brilhasse sempre, seria a expressão de um jogar em que a equipa se subjuga ao jogador e não a expressão de uma equipa onde o pivô, pelo seu potencial, confere equilíbrio, clarividência e qualidade à organização colectiva.

Importa ainda esclarecer que, como tão bem afirma Vítor Frade, o pivô deve ser um “farol” e não um “pirilampo”. Poderá pensar-se que me estou a contradizer, porque afinal um farol, tal como um pirilampo, também emite uma luz intermitente. No entanto, o tipo de intermitência de um é diferente da do outro. Isto é, enquanto que a intermitência do “farol” é regular e, por isso, benéfica para a equipa, a luz intermitente do “pirilampo” é esporádica e irregular, intermitente de um modo indefinido, não podendo, por isso, ser uma referência para a equipa. Mesmo que, por vezes, essa luz possa até ser mais intensa que a de um “farol”. Mas isso não passa de um fogo de vista que nos acaba por iludir. Se eu estiver no mar perdido e vir um farol sei que, quanto mais perto me encontrar deste, mais próximo estou de terra. Contudo, se estiver perdido numa pradaria e vir a luz de um pirilampo e a seguir, irei para onde este quiser. Esta é a grade diferença entre os “faróis” ou “rosas-dos-ventos” e os “pirilampos” ou “cata-ventos” do Futebol! Enquanto os primeiros centram a sua acção num referencial colectivo de jogo, a Cultura de jogo da equipa, os “pirilampos” centram o jogo nas suas acções ou, no caso dos “cata-ventos”, a sua acção no jogo do adversário, acabando ambos por levar a equipa atrás de si, podendo daí, de uma forma linear, advir algumas vantagens, mas também, seguramente, muita instabilidade.

Ainda relativamente à designação de “pivô defensivo” e “pivô ofensivo”, quero realçar que a acção do pivô se centra no jogo, não em atacar, defender ou transitar. O Jogo é “Inteireza Inquebrantável”, logo não faz qualquer sentido este tipo de designações. Pivô é pivô do jogo, do jogo todo e, como tal, as suas funções não se esgotam em defender, atacar ou transitar. Em suma, pivô e ponto final.

Tal como o Nuno Amieiro, também eu me lamento que existam poucas, muito poucas, equipas a jogar neste “comprimento de onda” e poucos, muito poucos, pivôs no futebol de hoje. A prova de que quantidade não é qualidade e de que aquilo que é norma nem sempre interessa. Junto-me a tal murmúrio e acrescento que além deste crime se observam outros no Futebol actual. Por exemplo, ver que jogadores de enorme qualidade e mestres a actuar numa posição e função de tanta especificidade, como a de pivô, são por vezes colocados em posições e funções diferentes. Veja-se o caso de Pirlo. Que desperdício vê-lo jogar regularmente em diferentes posições.

Jorge Maciel